A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) calculou que tendo em conta o peso dos salários em relação ao PIB no início da década de 1990, os trabalhadores da U.E. teriam ganho mais 1764€, só em 2017!

O peso dos salários em relação ao PIB está em declínio desde meados da década de 1970. Os salários representavam 72% do PIB da UE em 1975 e, em 2017, representavam menos de 63%.

Os números calculados para os países individualmente são: República Checa €4107, Polónia €2777, Alemanha €2169, Espanha €2806, Itália €3354, Hungria €2122 e Portugal €1890.

A CES não calculou a quantia total de perdas salariais desde o início dos anos 90, mas o número seria substancial.  

Esther Lynch, Secretária Confederal da CES afirma “Trata-se de um roubo salarial”. “Os ricos continuam a enriquecer à custa de pessoas que dependem do seu salário para viver. As empresas arrecadam uma maior proporção de receita, como lucros, à custa dos salários. Não seria tão negativo se os lucros fossem reinvestidos no negócio e formação para os trabalhadores, mas o investimento também tem vindo a diminuir em proporção do PIB ".

“Os sindicatos teriam todo o direito de exigir um aumento de salário extra para compensar a perda de uma parte justa da riqueza que os trabalhadores ajudaram a gerar. Serão certamente colocadas perguntas sobre a participação salarial em diferentes setores, bem como em empresas individuais.”

 “A Europa precisa de aumentos salariais para reduzir a desigualdade e para impulsionar o crescimento económico. Enquanto os ricos colocam dinheiro no banco, os trabalhadores gastam os seus salários em bens e serviços que beneficiam as empresas e que criam empregos.”

 “Os políticos e os economistas preocupam-se muito com os custos dos salaries – mas o verdadeiro problema, pelo menos nos últimos 25 anos, tem sido o custo do capital: a quantia paga aos acionistas. A resposta reside na renovação da negociação coletiva para obter salários mais justos.”

 

País

Salários em proporção de PIB, 2017

Aumento médio da remuneração dos trabalhadores a tempo completo e parcial em 2017 se os salários representassem 66% do PIB (como aconteceu na UE no início dos anos 90)

UE

62,9%

€1764

República Checa

53,5%

€4107

Polónia

54,7%

€2777

Alemanha

62,7%

€2169

Espanha

60,7%

€2806

Itália

60,5%

€3354

Hungria

56,8%

€2122

Portugal

60,5 %

€1890

Salários Ajustados em percentagem do PIB (em custos dos fatores) – fonte: base de dados da Ameco

Consulte a press release da ETUC no link abaixo

Nota: Tradução da responsabilidade da UGT